A criatividade tomou conta das salas de aula da Umef Dr. Tuffy Nader, na Barra do Jucu. Cerca de 200 estudantes, de 12 a 14 anos, participaram, ao longo de três meses, da criação de um jogo de cartas inspirado nas lendas e histórias do tradicional bairro de Vila Velha, unindo arte, história, tecnologia e valorização da cultura local. O jogo foi batizado com o nome de “Monstros da Barra do Jucu”.
O projeto nasceu a partir de um e-book produzido pelo professor de História, Homero Bonadiman Galveas, que reúne lendas e narrativas populares de Barra do Jucu. Através das aulas de História, a publicação serviu como base para a construção do enredo do jogo, permitindo que os alunos de oito turmas, dos 7º e 8º anos, conhecessem mais sobre o patrimônio cultural da comunidade onde estudam.
Ao longo das aulas de Arte, realizadas duas vezes por semana, o professor Daniel Ramaldes de Almeida conduziu os estudantes em todas as etapas da produção.
“Eles criaram as ilustrações das cartas, discutiram personagens, cenários e elementos das histórias, enquanto a Inteligência Artificial foi utilizada como ferramenta de apoio para estruturar os atributos e as características de cada carta, sempre com mediação pedagógica. Mais do que desenvolver um jogo, a proposta estimulou a pesquisa, a criatividade, o trabalho em equipe e o pensamento crítico, mostrando aos estudantes como a tecnologia pode ser utilizada de forma responsável para potencializar processos de aprendizagem”, explicou o professor.
Para os professores, o projeto segue a proposta do tema da rede de ensino deste ano “Nossa voz, nosso lugar: identidade que nos unem”, e representa uma forma de fortalecer o vínculo dos alunos com a história e a identidade cultural de Barra do Jucu.
Novos jogos
A iniciativa já tem novos capítulos previstos. A expectativa é que, no próximo ano, o trabalho evolua para a criação de um jogo de tabuleiro (boardgame) inspirado no universo das lendas do bairro, ampliando ainda mais as possibilidades de aprendizagem e interação entre os estudantes.
A diretora da escola, Renata Marvila, destacou que a proposta valorizou o protagonismo estudantil, a criatividade e a conexão com elementos da comunidade da Barra do Jucu, transformando os estudantes em artistas, designers e criadores de jogos, inclusive com os alunos atípicos das turmas envolvidas.
“Essa construção coletiva favoreceu a aprendizagem ativa e a resolução de problemas, impulsionando significativamente o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como a colaboração e o trabalho em equipe. Com isso, a construção do jogo pelos próprios alunos consolidou-se como uma estratégia para uma educação integral e verdadeiramente inclusiva”, ressaltou a diretora.
Fonte: PMVV





