Vendedor de balas do RJ morre após ser espancado em Guarapari
O vendedor autônomo Wesley Alves dos Anjos, de 33 anos, que era do Rio de Janeiro e há três meses vendia balas em praias de Guarapari, morreu na última terça-feira (6) no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), o São Lucas. Ele foi vítima de espancamento na véspera de Ano Novo, dia 31 de dezembro, em uma praia do balneário.
O caso agora é acompanhado pela Delegacia de Homicídios, que investiga as circunstâncias da agressão e a autoria do crime. Não foram passados detalhes de como a agressão aconteceu.
Segundo familiares, o último contato que eles tiveram com a vítima ocorreu no dia 18 de dezembro, dois dias antes do aniversário dele, quando Wesley deixou de responder mensagens e ligações.
Após cerca de 20 dias de buscas, a família foi informada de que o homem havia sido hospitalizado em estado grave e não resistiu aos ferimentos.
Busca por informações e investigação
Nesta quarta-feira (7), parentes estiveram na Delegacia de Homicídios para entregar documentos e registrar oficialmente o caso. Eles afirmam que só perceberam o desaparecimento de Wesley após tentativas repetidas de contato sem sucesso.
A família relatou que passou a se preocupar ao não obter retorno das ligações e mensagens enviadas ao celular da vítima.
Ficamos ligando, ligando, ligando para ele; os outros ouviam e não respondiam. Aí nós ficamos preocupados, e depois soubemos disso dele.”
Mãe de Wesley, que pediu para não ter o nome divulgado
Dependência química
De acordo com a família, o homem era natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e estava em Guarapari há cerca de três meses, onde buscava tratamento contra a dependência química.
Ele teria sido desligado da clínica onde estava internado e, posteriormente, voltou a fazer uso de substâncias ilícitas, segundo a família. Após sair do tratamento, ele passou a vender balas nas praias do balneário para se sustentar.
A família agora aguarda o avanço das investigações para entender como ocorreu a agressão e quem são os responsáveis pelo crime.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que disse que a investigação é feita pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. “Até o momento, nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, no momento”, diz nota da polícia.
*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record.
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