Vitória (ES) – A Unidos da Piedade celebra 71 anos de uma trajetória marcada pela força comunitária, pela tradição do samba e pela resistência cultural no Carnaval de Vitória. Fundada em 1955 e profundamente enraizada no bairro da Piedade, a agremiação construiu ao longo das décadas uma identidade própria, baseada no envolvimento popular, na valorização de suas raízes e na busca constante pela excelência na avenida.
Reconhecida como um verdadeiro patrimônio cultural da capital capixaba, a escola reúne gerações em torno do samba, do trabalho coletivo e do orgulho de representar sua comunidade. Ao longo de mais de sete décadas, a Piedade consolidou-se como um espaço de pertencimento, onde o Carnaval vai além do desfile e se torna expressão viva da história e da identidade do bairro.
No comando administrativo, a escola é presidida pelo Professor Jocelino Júnior, que conduz a Unidos da Piedade com foco na organização, na responsabilidade e no fortalecimento institucional. A gestão atua para manter o equilíbrio entre tradição e renovação, garantindo que a agremiação siga competitiva e fiel à sua história no cenário do Carnaval capixaba.
Na parte musical, um dos grandes pilares da escola é a Bateria Ritmo Forte, reconhecida pela cadência precisa, pela potência sonora e pela identidade marcante que imprime aos desfiles. À frente da bateria está o mestre Juninho da Puxeta, responsável por conduzir o ritmo que sustenta o canto, a evolução e a energia da escola na avenida, sendo peça fundamental no conjunto artístico da Piedade.
A bateria ganha ainda mais brilho com a presença da rainha de bateria Nathy Messias, que representa a força, a elegância e a representatividade da mulher no samba. Sua atuação reforça a conexão entre a bateria, os componentes e o público, tornando-se um dos grandes destaques da escola nos ensaios e desfiles.
Aos 71 anos, a Unidos da Piedade segue reafirmando seu compromisso com o samba, com a cultura popular e com sua comunidade. Mais do que uma escola de samba, a agremiação mantém viva a essência de quem faz do Carnaval um instrumento de memória, resistência e celebração da identidade capixaba.










