Capixaba que Poca conectando você
às notícias do ES

Portal de notícias do Espírito Santo

Capixaba que Poca

Lula diz que ‘uma linha inaceitável’ foi ultrapassada na Venezuela

Lula diz que ‘uma linha inaceitável’ foi ultrapassada na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ação na Venezuela desferida neste sábado, 3, pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. Segundo Lula, “bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.

Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional“, escreveu no X.

Lula afirmou ainda que a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), tinha de responder “de forma rigorosa” ao episódio. “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, disse.

Depois, Lula comandou uma reunião emergencial, por videoconferência, e convocou nova reunião de governo no final da tarde, com objetivo de se atualizar sobre a situação.

O Itamaraty disse que Lula repetiu aos presentes o teor da publicação nas redes sociais, na qual condenou o ataque que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

Relação com Maduro

Lula modulou a sua relação com Maduro nos últimos anos. De aliado e defensor do regime venezuelano, o petista não reconheceu a eleição de 2024 da qual Maduro se disse vitorioso e cobrou transparência na divulgação de atas das seções eleitorais. Apesar da postura, o presidente brasileiro não quis cortar relações com a diplomacia venezuelana e não aceitou classificar o regime de Maduro como ditadura.

“Eu acho que a Venezuela vive um regime muito desagradável. Não acho que é uma ditadura, é diferente de uma ditadura. É um governo com viés autoritário, mas não é uma ditadura como a gente conhece tantas ditaduras nesse mundo”, disse, em agosto de 2024.

Desde a contestada eleição venezuelana, a relação entre Lula e Nicolás Maduro ganhou contornos de tensionamento que até então eram novidade. Eles passaram a trocar farpas publicamente, ainda que as críticas inéditas do petista tenham sido em tom mais brando que o adotado por outros presidentes da região, como Gabriel Boric, do Chile.

Segundo o Itamaraty, participaram da reunião convocada por Lula os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), José Múcio (Defesa), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia a notícia completa no G1: Clique aqui

Rolar para cima