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Crônica política | O prefeito manda… mas quem assina é outro

Em Ecoporanga, a Prefeitura funciona mais ou menos assim: o prefeito Zé Luiz governa, aparece, trabalha… e Elias Dal Col continua mandando. Pelo menos é o que garante o burburinho que corre solto nos corredores do poder.

Mesmo fora do cargo, Elias parece ter deixado mais do que lembranças: deixou gente, influência e uma coleção respeitável de cargos de confiança que seguem firmes e fortes, acompanhando cada passo da atual gestão com lupa na mão — e memória seletiva no bolso.

O caso mais curioso atende pelo nome de Controladoria. O órgão que deveria ser o guardião da legalidade virou protagonista de uma novela política digna de reprise. À frente dele, a irmã de um ex-vereador, conhecido opositor da atual administração. Coincidência? Em Ecoporanga, coincidências costumam trabalhar em horário comercial.

O mais interessante é o contraste histórico. Quando a controladora exercia função semelhante no mandato de Elias, os relatórios eram suaves, os pareceres macios e os problemas… invisíveis. Tudo muito bem passado, como pano branco em dia de festa.

Já agora, sob a gestão de Zé Luiz, a mesma Controladoria descobriu um talento até então desconhecido: auditar tudo, questionar tudo e puxar cada ato administrativo como se fosse uma grande revelação investigativa. Nada escapa. Nem o ponto final.

Curiosamente, essa vigilância rigorosa não se aplicava ao passado recente — passado esse que hoje parece blindado por um silêncio administrativo conveniente.

No fim das contas, fica a impressão de que Ecoporanga vive uma gestão compartilhada:
Zé Luiz governa.
Elias observa.
A Controladoria escolhe quando enxergar.

E o povo? Assiste tentando entender quem, afinal, segura a caneta — e quem apenas finge que não vê.

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