Buscando o primeiro título, a Chega Mais foi a segunda escola de samba do Grupo A a se apresentar nesta sexta-feira (8). A agremiação entrou na avenida quando o cronômetro já marcava pouco mais de sete minutos.
Além do atraso, a Chega Mais, que conta a história do carnaval popular com o enredo “Eu quero botar meu bloco na rua”, inspirado na canção de Sérgio Sampaio, teve um outro empecilho ainda no começo do desfile.
Leia também
Entre Shows
Videocast Entre Shows: Bruno Lawall conta bastidores do Multiplace Mais
Show de Olodum esquenta o verão de Guarapari neste fim de semana
Logo após passar pelo portão do Sambão do Povo, o primeiro carro alegórico travou. Além da força braçal do grupo de apoio, a escola também recebeu incentivo do público, que comemorou quando finalmente o carro saiu do lugar e voltou a desfilar pela avenida.
Apesar dos imprevistos, a Chega Mais empolgou o público com um samba de refrão “chiclete”. A bateria, sob comando do mestre Jackson Luiz, deu um show à parte fazendo paradinhas ao longo do desfile em ritmo de funk.
A escola também se destacou pela diversidade, incluindo pessoas com deficiência. Uma ala com crianças cadeirantes, por exemplo, encantou o público. O desfile chegou ao fim com duração de uma hora e oito minutos. Por conta disso, a escola poderá ser penalizada.
A escola de samba do Morro do Quadro, em Vitória, relembrou as origens da festa com o Carnaval de Veneza, os blocos de rua e as origens do carnaval capixaba como o Bloco do Peru, de Castelo e os bois pintadinhos de Muqui.
Neste ano, o desfile em azul e branco da Chega Mais contou com 1000 componentes, três alegorias e dois tripés.
Samba-enredo
Vem cair nessa folia!Chega junto, Chega Mais!O meu estandarte é arte e cultura,eu quero é botar meu bloco na rua.
Da alegria eu sou o ritual,luz que irradia sou o Carnaval!Nos salões, sou luxo e nobreza,na Sapucaí, a realezaque samba aos pés do Redentor.A voz do morro me abraçou!Gigante da festa mais linda,sou frevo em Recife e Olinda.Axé, nação Nagô,crença e fé em Salvador.
De Xapuri a Vila Flor,qualquer lugar aonde for,um arrastão de amor e paze felicidade que não se desfaz.
Capixabando de norte a sul,sou Bloco do Mé e do Peru.De domingo a qualquer “feira”,Porca, Fubica e Caveira,Boi Pintadinho de Muqui.No banho de mar a fantasia,Chapéu do Lado, Alegria, Alegria!Nessa Afrokizomba,as Virgens são iles, são eles, são elas,com Ratazanas atrás do Cabeça de Queijo eu vouArrastando Papo no Regional.No Pára Rai, outro amor de verão,mas preste atenção:se disser Não, é Não!
Ficha técnica
Cores: azul e brancoPresidente: Maria José Gegenheimer da SilvaCarnavalesco: Diogo RochaIntérprete: Leonardo Reis e Luiz FelipeMestre de Bateria: Jackson LuizComissão de Frente: Mateus SchirffmaanMestre-Sala e Porta-Bandeira: Tais Oliveira e Max DutraRainha de Bateria: Patrícia CruzDireção de Carnaval: Anclebio JuniorDireção de Harmonia: Luiz Felipe CostaComponentes: 800Carros Alegóricos: 3 carros e 1 tripéAlas: 17
Leia também
>>Chegou O Que Faltava “serve” pipoca, canjica, broa e bolo de fubá na avenida
>>Mergulhada na história de Atlântida, Independentes de São Torquato brilha no Sambão do Povo
>> “Sua luz traz proteção, é vida!”: Mocidade da Praia homenageia o sol
>>Com enredo sobre a criação do mundo, Rosas de Ouro fala de capítulo da Bíblia: “Pecado virou eterno castigo”
>>“Preta sim! Na raça e na cor”: Recortando o preconceito, Pega no Samba desmistifica origem da boneca Abayomi
>>Império de Fátima abraça identidades raciais com conto de amor entre quilombola e indígena
Carnaval no Brasil










