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Veja como proteger os olhos das doenças mais comuns do verão

Veja como proteger os olhos das doenças mais comuns do verão

O verão chegou e, com ele, os dias de lazer, atividades ao ar livre e as confraternizações. Entretanto, o calor intenso, a maior exposição ao sol e os locais de aglomeração também acendem alertas para as doenças nos olhos.

Nesse período, segundo o oftalmologista Alexandre Pinheiro, aumenta a circulação de vírus sazonais e o contato frequente com água de piscina, muitas vezes com excesso de cloro e protozoários resistentes, o que favorece irritações e infecções oculares.

Durante o verão aumentam casos de conjuntivite viral, alergias oculares, ceratite por exposição ao sol (fotoceratite), blefarite, hordeolo (terçol), síndrome do olho seco, além de infecções relacionadas ao uso de piscinas e praias, como ceratites bacterianas, especialmente em quem usa lentes de contato.

Alexandre Pinheiro, oftalmologista do Centro Capixaba de Olhos (CCOlhos) e professor da UFES

Entenda os sintomas das doenças mais comuns

Segundo o oftalmologista, cada tipo de doença apresenta sintomas específicos. “É muito importante estarmos atentos a eles e procurar o oftalmologista diante de dor forte, piora da visão, secreção intensa e/ou purulenta, ausência de melhora em 24 ou 48 horas”, orienta Pinheiro.

Os principais sintomas são:

  • Conjuntivite viral: altamente contagiosa, a doença causa vermelhidão, inchaço (edema), secreção aquosa, coceira e sensação de “areia” nos olhos.
  • Conjuntivite alérgica: causa coceira intensa, lacrimejamento e inchaço das pálpebras.
  • Fotoceratite (queimadura da córnea pelo sol): é resultado da exposição excessiva aos raios UV, principalmente em praias e piscinas. Os sintomas incluem dor forte em pontada, vermelhidão, sensibilidade à luz e sensação de corpo estranho horas após a exposição.
  • Olho seco: o calor e ambientes climatizados por ar-condicionado aumentam a evaporação da lágrima, causando ardência, visão flutuante e sensação de ressecamento.

Ceratite infecciosa (especialmente em usuários de lentes): ocorre pelo uso prolongado das lentes, contato com água contaminada ou higiene inadequada. Pode causar dor intensa, sensibilidade à luz, secreção e queda da visão.

Como prevenir e cuidar dos olhos no verão

O tratamento depende da doença e do acompanhamento esImagem: Freepik

Apesar de serem doenças comuns da estação, alguns hábitos diários podem ajudar na prevenção, segundo Alexandre Pinheiro. As principais indicações do oftalmologista são:

  • Usar óculos de sol com proteção UV, inclusive para crianças.
  • Evitar coçar os olhos e lavar as mãos com frequência.
  • Evitar mergulhar usando lentes de contato — aumenta muito o risco de infecções graves.
  • Manter higiene rigorosa das lentes e nunca dormir com elas. Jamais lavar com água da torneira e sempre lavar as mãos ao manipular.
  • Evitar compartilhar toalhas, maquiagens e itens pessoais.
  • Manter hidratação ocular, usando colírios lubrificantes quando necessários.
  • Evitar aglomerações em surtos de conjuntivite.
  • Em caso de ardor após exposição intensa ao sol, utilizar colírios lubrificantes e se persistir deve buscar atendimento.

Tratamento

Já o tratamento, assim como os sintomas, também depende da causa. No caso da conjuntivite viral, por exemplo, o uso de compressas frias e lubrificantes, além da higiene rigorosa, auxiliam na cura. “O vírus é autolimitado, mas é essencial evitar o contágio. Importante uma consulta com oftalmologista para evitar complicações durante e depois da conjuntivite”, orienta.

Para a conjuntivite alérgica, o uso de colírios antialérgicos e lubrificantes é o mais recomendado, além de evitar exposição a agentes irritantes. É muito importante uma consulta com oftalmologista para tratamento adequado que pode incluir retirada lenta dos colírios e escolha do melhor colírio em cada paciente.

No caso da Fotoceratite é necessário repouso ocular, lubrificantes, compressas frias. Em casos moderados, o oftalmologista pode indicar anti-inflamatórios específicos e até oclusão do olho. Para o olho seco, o uso de lubrificação regular e ajustes ambientais.

A mais grave das doenças é a Ceratite infecciosa. Ela requer consulta urgente e pode exigir antibióticos ou antivirais potentes.

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