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Quatorze empresas do Espírito Santo estão entre as 500 maiores do agronegócio brasileiro

Quatorze empresas do Espírito Santo estão entre as 500 maiores do agronegócio brasileiro

O Espírito Santo emplacou 14 empresas entre as 500 maiores do agronegócio brasileiro, segundo o ranking divulgado pela revista Globo Rural no Anuário 500 Melhores do Agronegócio 2025. O levantamento é realizado anualmente com base em dados financeiros apurados pela Serasa Experian e reúne empresas que atuam do campo à mesa. Confira.

O ranking considera informações de demonstrações contábeis, balanços e questionários enviados pelas companhias, abrangendo 21 segmentos do setor, além de cinco categorias especiais. Em 2025, as 500 maiores empresas do agro somaram uma receita bruta de R$ 2,5 trilhões, evidenciando a força econômica do setor no país.

Entre os destaques nacionais aparecem no top 10 gigantes como JBS, Marfrig, Cargill, Ambev, Raízen Energia, Bunge Alimentos, Copersucar, BRF, Cofco International e Suzano. 

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No recorte capixaba, a liderança ficou com a Sertrading, que aparece na 27ª posição geral do ranking. A empresa, que atua no comércio exterior, registrou receita líquida de R$ 15,96 bilhões, sendo a melhor colocada do Espírito Santo na lista.

Na sequência aparece a Fertilizantes Heringer, na 82ª posição, com receita de R$ 4,6 bilhões. A empresa opera 12 unidades de armazenamento, mistura e distribuição de fertilizantes e mantém uma planta industrial em Viana, se consolidando como uma das bilionárias do agronegócio capixaba.

Também sediado em Viana, o Grupo Tristão ocupa a 142ª colocação, com receita de R$ 2,57 bilhões. Com mais de 80 anos de atuação no setor cafeeiro, o grupo reúne marcas como Realcafé, Tristão Trading e Cafuso, além de figurar entre os maiores exportadores de café verde do país. Em 2024, anunciou investimento de R$ 20 milhões na construção de uma nova fábrica de cafés especiais no município.

Destaques no setor do café e cooperativas

A cooperativa Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do Brasil, aparece na 147ª posição, com receita líquida de R$ 2,45 bilhões. Com sede em São Gabriel da Palha, a cooperativa reúne cerca de 9 mil cooperados e tem investido fortemente em armazenagem, logística, modernização das lojas de insumos e inovação. 

Recentemente, anunciou a fusão com a Coopbac, cooperativa de pimenta-do-reino de São Mateus, e também participa de um projeto de cultivo de cacau em parceria com a multinacional Cargill, na Bahia.

Logo atrás está a Nater Coop, na 149ª posição, com receita de R$ 2,44 bilhões. Com sede em Santa Maria de Jetibá, a cooperativa conta com 24 mil cooperados e uma rede de 42 lojas agropecuárias distribuídas pelo Espírito Santo e Minas Gerais.

No segmento de proteína animal, a Frisa, de Colatina, ocupa a 157ª colocação, com receita de R$ 2,32 bilhões. A empresa investiu recentemente R$ 55 milhões na modernização da unidade de Colatina, o que deve ampliar em 35% sua capacidade produtiva, além de manter operações em Minas Gerais e na Bahia, com exportações para diversos mercados.

Comércio exterior e bioenergia

Empresas ligadas ao comércio exterior de café também aparecem no ranking, como a Unicafé, na 178ª posição, com receita de R$ 1,9 bilhão; a Nicchio Sobrinho Café, na 261ª colocação, com R$ 934,7 milhões; e a Realcafé, de Viana, que figura na 333ª posição, com receita de R$ 578,4 milhões.

No segmento de bioenergia, a Usina Alcon, de Conceição da Barra, aparece na 357ª posição, com receita de R$ 470,8 milhões. Já a Buaiz Alimentos, especializada na produção de massas e farinhas, ocupa a 387ª colocação, com faturamento de R$ 332,8 milhões.

Também figuram no ranking a Kifrango, de Linhares, na 406ª posição, com receita de R$ 279 milhões; a Lasa, do setor de bioenergia, na 464ª colocação, com R$ 143,3 milhões; e a Caliman Agrícola, que atua no segmento de frutas, flores e hortaliças, na 481ª posição, com receita de R$ 105,4 milhões.

Confira as empresas capixabas entre as 500 maiores do agronegócio brasileiro

Classificação geral | Empresa | Segmento | Receita líquida

  • 27º – Sertrading | Comércio exterior | R$ 15,96 bilhões
  • 82º – Fertilizantes Heringer | Fertilizantes | R$ 4,60 bilhões
  • 142º – Tristão | Comércio exterior | R$ 2,57 bilhões
  • 147º – Cooabriel | Cooperativas | R$ 2,45 bilhões
  • 149º – Nater Coop | Cooperativas | R$ 2,44 bilhões
  • 157º – Frisa | Proteína animal | R$ 2,32 bilhões
  • 178º – Unicafé | Comércio exterior | R$ 1,9 bilhão
  • 261º – Nicchio Sobrinho Café | Comércio exterior | R$ 934,7 milhões
  • 333º – Realcafé | Indústria de café | R$ 578,4 milhões
  • 357º – Usina Alcon | Bioenergia | R$ 470,8 milhões
  • 387º – Buaiz Alimentos | Massas e farinhas | R$ 332,8 milhões
  • 406º – Kifrango | Proteína animal | R$ 279,0 milhões
  • 464º – Lasa | Bioenergia | R$ 143,3 milhões
  • 481º – Caliman Agrícola | Frutas, flores e hortaliças | R$ 105,4 milhões

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