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Quando a falta de saliva é sinal de alerta?

quando a falta de saliva é sinal de alerta?

A sensação de boca seca, conhecida tecnicamente como xerostomia, é muito frequente e vai muito além de um simples incômodo passageiro. A redução da saliva pode causar dificuldade para falar, mastigar, engolir e sentir o sabor dos alimentos, além de ardência bucal e dores inespecíficas na língua.

Como a saliva participa da formação do bolo alimentar, da digestão inicial, da lubrificação dos músculos da boca e da defesa imunológica da mucosa, a xerostomia compromete de forma importante a qualidade de vida.

O que causa a boca seca?

Diversos fatores podem estar por trás desse quadro. O estresse é um dos mais comuns, pois interfere diretamente na produção salivar. Em muitos casos, o próprio tratamento do estresse, da ansiedade ou de outras condições de saúde inclui medicamentos que agravam ainda mais a secura bucal.

Estima-se que centenas de fármacos possam reduzir o fluxo de saliva, entre eles antialérgicos, ansiolíticos, diuréticos, anti-hipertensivos e antidepressivos. O envelhecimento natural do organismo e o uso mais frequente de remédios na população idosa também contribuem para o aparecimento da xerostomia.

Há ainda fatores de estilo de vida que desidratam a boca e ressecam a mucosa, como o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e os distúrbios respiratórios do sono, a exemplo do ronco e da respiração bucal. Nessas situações, além da sensação de boca seca, a alteração da saliva deixa a cavidade oral mais suscetível a cáries, mau hálito, gengivite, dificuldades no uso de próteses dentárias e até ao desenvolvimento de câncer bucal.

Nem sempre a causa está na produção de saliva

É importante lembrar que nem sempre a queixa de boca seca está ligada a uma redução real da produção de saliva. Por isso, o diagnóstico adequado exige um exame clínico detalhado e, quando necessário, a realização de um teste específico chamado sialometria, que mede o fluxo salivar.

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Identificar a causa é fundamental, porque a xerostomia pode ser um sinal de doenças sistêmicas como diabetes, cirrose hepática ou Síndrome de Sjögren, mais comum em mulheres acima dos 40 anos.

Como proteger a boca e aliviar os sintomas

O tratamento da xerostomia é individualizado e pode incluir desde estímulos gustatórios e mecânicos para ativar as glândulas salivares até o uso de medicamentos, sessões de laser, acupuntura ou estímulos elétricos. Em paralelo, algumas medidas simples ajudam a proteger a boca e a aliviar os sintomas no dia a dia:

  • Manter a ingestão de líquidos ao longo do dia, preferindo água em temperatura ambiente;
  • Reduzir o consumo de bebidas com cafeína, como café, chás escuros e refrigerantes;
  • Evitar enxaguantes bucais com álcool e dar preferência a produtos específicos para boca seca;
  • Utilizar cremes dentais que contenham cálcio e fósforo, favorecendo a remineralização dos dentes.

Diante de sinais persistentes de boca seca, dificuldade para engolir, ardência bucal ou aumento de cáries e infecções na boca, é essencial buscar avaliação especializada. Investigar a xerostomia de forma adequada permite tratar a causa, aliviar o desconforto e prevenir complicações, preservando a saúde bucal e o bem-estar geral.

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