Os produtores rurais de Vila Velha ampliaram a capacidade de criação de tilápias e de camarão da Malásia na zona rural do município. A evolução foi constatada durante visita técnica na última sexta-feira, dia 18 de setembro, realizada por técnicos da Secretaria de Agricultura e Pesca da Prefeitura de Vila Velha (Semap), da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca e também da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura.
Depois de experiências práticas obtidas ao longo de um ano, com a consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), visando ao desenvolvimento da aquicultura no município canela-verde, os produtores melhoraram as condições técnicas para a criação de peixes e de camarão em tanques.
Uma das propriedades visitadas, a do produtor rural Ely de Oliveira, em Xuri, deve produzir a cada ciclo de seis meses 27 toneladas tilápias. Até o final do ano, três toneladas estarão prontas para comercialização. Ele cultiva os peixes em cinco tanques circulares, sendo três grandes medindo 8,20 X 8,20 metros e outros dois de 6,00 X 6,00 metros.
“Construí esses tanques a partir de experimentos com caixas d’água, depois da capacitação há um ano com o Senar. A minha expectativa agora é ampliar para 10 tanques e aumentar a produção de tilápias e quem sabe incluir até o camarão da Malásia”, disse.
O produtor José Luiz Helmer, também da região de Xuri, é outro que trabalha com a piscicultura. Para isso instalou cinco tanques suspensos, sendo três para criação de camarão da Malásia e outros dois com tilápia. “Continuo trabalhando para melhorar a produção”, disse.
Associações
Para o secretário municipal de Agricultura e Pesca, Douglas Pinheiro, o incentivo dos órgãos públicos é fundamental para o fomento da atividade em Vila Velha. “Por isso trabalhamos na articulação dos entes envolvidos para geração de renda para os produtores e desenvolvimento do campo”, pontuou.
O subsecretário de Agricultura e Pesca de Vila Velha, Fábio Barcelos, defende a organização dos produtores em associações para aumento da produção. “Precisamos ajudá-los nessa tarefa para que todos tenham acesso aos programas de financiamento e incentivos, tanto no plano estadual como federal”, explicou.
“A atividade pode significar a principal fonte de renda do pequeno agricultor ou uma fonte alternativa, além de contribuir para fixação da família no campo”, disse o superintendente da Pesca e Aquicultura do Governo Federal, Robson Luiz Barbosa, após visita técnica nas propriedades na zona rural no município canela-verde.
O coordenador de Aquicultura e Pesca da Secretaria Estadual de Agricultura (Seag), Alejandro Garcia, que também participou do encontro, destacou a vantagem da organização coletiva. “Depois de se organizarem, com certeza, os produtores terão mais condições de acessar políticas públicas de fomento à atividade de piscicultura e assim aumentar a produção”, opinou.
Fonte: PMVV








